quarta-feira, 10 de agosto de 2011

PROGESTÃO - MEMORIAL DE CURSO

Projeto de Capacitação a Distância para Gestores Escolares
PROGESTÃO/Travessia - 7ª Edição-2010/2011

Memorial de curso

Engenheiro Caldas, julho de 2011




SRE: Governador Valadares - MG
Município: Engenheiro Caldas - MG
Tutora: Magali Soares da Silva
Nome do (a) cursista: Elizeth Gonçalves da Silva


Dados gerais.
Eu me chamo Elizeth Gonçalves da Silva, nasci aos 27 dias do mês de agosto de 1977 na cidade de Governador Valadares – MG, mas sempre mantive residência no Distrito de São José do Acácio – Engenheiro Caldas – MG. Tenho 33 anos, amo a data do meu aniversário, pois reconheço que a vida é dom de Deus e Ele me concedeu essa tão grande graça, por esse motivo não festejo apenas no dia 27 de agosto, mas todos os dias de minha vida. Meus pais representam tudo pra mim, exemplo de vida, respeito, honestidade, justiça, responsabilidade, caráter, amor, família... Amo demais. Sou casada há 12 anos com Hélder Honório da Silva, uma pessoa abençoada por Deus e um grande incentivador e colaborador das minhas inúmeras conquistas pessoais e profissionais. Na minha casa tenho um valioso tesouro, consagrado e abençoado por Deus, que é a minha filha Náira Gonçalves Honório de 12 anos, que eu tanto amo. Sou uma pessoa que valorizo muito minha família, amigos e trabalho. Tenho uma carga horária de trabalho muito extensa, e isso me faz ficar muito tempo fora de casa e para recompensar a ausência procuro dar qualidade aos poucos momentos que tenho com a família. Gosto de fazer resenha com os amigos em minha casa, conversar, dançar, passear, brincar, ler, escrever, estudar, desenhar, pintar, etc. Além dessas coisas, também realizo trabalhos sociais como presidente da Associação Comunitária Dom Hélder Câmara, eu e minha família somos voluntários nos trabalhos desenvolvidos pela Associação. Somos pessoas religiosas e participativas na comunidade cristã, não porque acreditamos que uma religião salva, e sim o “Cristo Jesus”, mas porque acreditamos que participar de uma vida religiosa nos torna mais próximos uns dos outros e assim mais sensíveis ao milagre da vida que podemos ver através das pessoas. Para comunicar comigo, meu endereço eletrônico é: e-mail: elizethpedagoga@hotmail.com e meu Blog: WWW.elizethpedagoga.blogspot.com e telefones: Residencial - (33) 3234-3050, celular – (33) 84071972.

Perfil / trajetória profissional.
No ano de 1995 terminei o ensino médio me formando no curso de magistério na Escola Estadual Professora Ondina Pinto de Almeida, Engenheiro Caldas – MG. Em 2007, conclui o ensino superior, me formando no curso de pedagogia pela UNEC – Centro Universitário de Caratinga – MG. A graduação em pedagogia me possibilitou apaixonar ainda mais pela profissão de professora e ainda tive o mérito de conquistar a Láurea Acadêmica como aluna destaque do curso, ganhando como prêmio uma bolsa integral de pós-graduação. Em 2008 iniciei a pós-graduação, mas não terminei, pois acabei passando no processo de classificação do mestrado em educação e linguagem, iniciando-o no mês de maio, tendo que abandonar antes de terminar o 1º semestre, por motivos financeiros, mas ainda não desisti, pretendo um dia poder realizar o meu sonho em ser Mestre e quem sabe até Doutora em Educação. Já fiz vários cursos de formação continuada, dentre eles estão: Curso de Educação Infantil – Referencial Curricular nacional, 120 horas; (Re)significando a ação do pedagogo no espaço escolar, 40 horas; Projeto repensando a prática e oferecendo alternativas, 70 horas; Educação Ambiental, 120 horas; Gestar II, 300 horas; Proinfo, 100 horas; Educação Inclusiva – Direito à Diversidade, 40 horas; PDE – Plano de Desenvolvimento Escolar, 32 horas; Instrumentos da Alfabetização – anos iniciais do Ensino Fundamental (CEALE), 80 horas; dentre outros. Atualmente estou cursando pós-graduação em Alfabetização e letramento – UNEC e cursista do Progestão. Atuo no magistério desde 1996, quando iniciei como professora da Educação Infantil na Escola Infantil “Mickey Mouse” em Governador Valadares – MG, por 03 (três) anos. Trabalhei 01 (um) ano como Secretária Escolar e 07 (sete) anos como Vice-Diretora na Escola Municipal Adeodata da Silveira castro – São José do Acácio – Engenheiro Caldas – MG. Fiquei 02 (dois) anos fora da educação, período este, que trabalhei como balconista de farmácia, e quase fiz faculdade na área. Tenho 13 (treze) anos de experiência na educação e desde o ano de 2009 estou trabalhando como Coordenadora pedagógica na Secretaria Municipal de Educação e Cultura – Engenheiro Caldas – MG e Tutora da EAD – ULBRA. No decorrer desses 13 (treze) anos de experiência na Educação, tive grandes momentos de ricos aprendizados, lutas, conquistas e também algumas frustrações, pois muitas vezes precisamos batalhar além das nossas forças para conseguirmos vencer os desafios e sobreviver com esperança em relação à educação. Mas mesmo com tantas coisas, posso inferir que sou uma profissional apaixonada pelo que faço. Amo atuar como professora e coordenadora pedagógica. Estou sempre aberta para trocar experiências e tenho muita sede de aprender, pois percebo que a cada dia necessitamos de nos enriquecer com novos conhecimentos para podermos realmente fazer a diferença no ambiente de trabalho que atuamos.

O que penso da Educação?
Neste século XXI, estamos vivendo em um mundo globalizado que está em contínuo crescimento e desenvolvimento, deparamos com uma realidade assustadora na qual a maior parte dos indivíduos não está conseguindo acompanhar tamanha evolução.
Penso que a Educação, assim como o mundo está em constante mudança. Nessa perspectiva, é que enquanto profissional da Educação, preciso buscar permanentemente investir na minha formação continuada com o objetivo de buscar subsídios teóricos e práticos que me auxiliem a acompanhar as mudanças.
Percebe-se que o homem tem necessidade por natureza de uma educação mais eficaz, temos sede de conhecimentos, sede de desenvolvimento. É por esse motivo que ao acompanhar as grandes conquistas feitas ao longo de nossa história, podemos perceber a incrível capacidade e inteligência do homem, que no seu confronto intrapessoal e interpessoal consegue descobrir e criar. Para atendimento as múltiplas capacidades e inteligências a educação precisa de uma reforma em todo seu sistema e prática para poder concretizar as maravilhosas filosofias no que diz respeito à formação do cidadão. Penso ser este nosso grande desafio, porque é aí que surge todo confronto entre o que a escola ensina e o que o indivíduo precisa aprender em sua diversidade.
Atuamos no contexto de uma nova geração e por isso precisamos ver e agir de forma diferente; a educação é muito além de apenas um diploma universitário, mas a busca constante de conhecimento e uma prática transformadora da realidade.

Qual a minha expectativa em relação ao PROGESTÃO?
Oferecer um ensino compatível com as exigências da sociedade atual requer constantes mudanças nas formas de trabalho, nas concepções de conhecimentos e nas instituições educativas. Esta mudança implica no repensar da prática pedagógica. Cabendo aos gestores articular no desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem, a otimização do planejamento, juntamente com a comunidade escolar, visando uma integração entre toda equipe, tendo clareza na visão de homem, de mundo e de sociedade que se pretende construir.
Isso implica fazer constantemente a leitura e releitura da realidade (visão macro e micro social), mantendo uma atitude de pesquisa e cientificidade em relação à educação. Nesse sentido é que tenho uma grande expectativa em relação ao Progestão, pois este nos possibilitará dar continuidade a nossa formação continuada, ou seja, instrumentaliza-se com referenciais teórico-práticos reflexivos que nos auxiliem a revisão e o redimensionamento das práticas educativas.
Cabe ressaltar que mediante a realidade atual do profissional da educação e os desafios no cotidiano escolar, precisamos investir em nossa formação continuada para adequar-se a este contexto. Por esse motivo são grandes minhas expectativas, como nos afirma Huberman & Perrenoud (1987, p.2), é necessário para isso “ter em linha de conta todos os componentes da profissão: trabalho na aula, colaboração com os adultos, aspectos sociais, relacionais, culturais, institucionais da profissão, bem como aspectos didáticos num sentido mais amplo.”
Torna-se pertinente salientar que a metodologia do Progestão viabilizará um trabalho de integração e troca de experiências entre todos os participantes, contribuindo para o aumento dos conhecimentos e informações aliada a uma postura crítica que pressupõe capacitação constante, estudo individual e em grupo, interesse em estar atualizado para facilitar a prática pedagógica da gestão escolar. Isso implica comungar com as idéias de Serrão e Baleeiro (1999, p.23) que,
a convivência com grupos adquire uma certeza de que o trabalho pauta-se mais na construção de um vínculo de caráter libertador, fundamentado na confiança e no respeito, do que em discussões formais. Libertador e o vínculo, e a relação que permite a expressão das questões pessoais sob as mais variadas formas, que possibilita a descoberta de que é possível somar diferenças, que garantem a existência do individual dentro do coletivo, que viabiliza a percepção das contradições pessoais e grupais e a construção de novos caminhos.
Oferecer um ensino compatível com as exigências da sociedade contemporânea requer mudanças nas formas de trabalho, nas concepções de conhecimento e nas instituições educativas. Esta mudança só é possível quando refletimos sobre novas perspectivas de inovação dos processos de ensino e aprendizagem, investindo no desenvolvimento profissional permanente, se posicionando como um profissional que utiliza de seus conhecimentos para realizar mudanças em sua ação educativa.


Meu sonho...
“Que a Educação não seja apenas obrigatoriedade, mas que se torne verdadeiramente prioridade.”


Módulo I –
“Como articular a função social da escola com as especificidades e as demandas da comunidade?”

Para compreender a função social da escola, é importante situá-la no mundo moderno, observando os múltiplos papéis exercidos por ela ao longo do tempo. Sua função social apresenta variações em diferentes momentos da história.
Independentemente de suas modificações no decorrer da história, a escola foi à instituição que a humanidade criou para socializar o saber sistematizado. No Brasil, temos a forte tradição de uma escola para poucos. Essa situação começaria a mudar já no século XX, depois da Proclamação da República. Ainda assim, por muito tempo, a escola exerceu uma função social excludente.
Percebe-se ao longo da história, que a escola tem exercido uma função social básica de transmissão do saber sistematizado. Mas, como fica a escola na sociedade do conhecimento? No Brasil de hoje, assim como em muitos outros países democráticos, a função da escola básica de transmitir o saber sistematizado não é um fim em si mesmo, mas o “meio para atingir a finalidade de desenvolver o educando de maneira plena, de preparar-lhe para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores” (LDB, art.22).
Observamos que o ideal de todos na escola ainda não foi totalmente atingido em muitas escolas e regiões por vários motivos. Apenas nas últimas décadas, e mais expressivamente nos últimos anos, é que o número de matrículas começou a crescer, indicando que crianças filhas de pais mais pobres, antes excluídas, estavam entrando na escola básica e nela permanecendo. Entretanto, logo se verifica que a maioria desses alunos não conseguia sucesso, sendo reprovados continuamente e/ou abandonando a escola. Tal situação levou a ser definida hoje, como prioridade no discurso pedagógico, a busca pela melhoria da qualidade do ensino.
Nesta perspectiva, estamos nesse século, com a dupla tarefa de resolver, ao mesmo tempo, problemas de ontem (acesso e permanência) e de hoje (qualidade de ensino). Então, por onde começar a pensar a escola necessária para o século XXI?
Torna-se pertinente salientar que no contexto atual só conseguiremos fazer escola por meio da democracia, ou seja, democracia e educação são dois termos que guardam entre si uma estreita articulação. A democracia pressupõe a possibilidade de uma vida melhor para todos, independentemente de condição social, econômica, raça, religião e sexo. Mas para a concretização desse conceito faz-se necessário estabelecer a diferença entre a democracia como valor e como processo. Podemos inferir que a escola, na verdade, por suas características, pode ser um lugar privilegiado de exercício da democracia como valor e como processo.
Cabe ressaltar que para vivenciarmos essa democracia no contexto escolar, precisamos articular a função social da escola com as especificidades e as demandas da comunidade, caracterizando a escola como espaço de convivência social, onde todos aprendem, identificando problemas que podem dificultar a relação entre escola e a comunidade.
Analisar as relações entre escola e comunidade, requer uma reflexão sobre a influência dos ideais democráticos nesta história e nas lutas que ainda se travam para democratizar mais a nossa escola. Nesse sentido necessitamos de distinguir a relação entre valores culturais da comunidade e da escola, objetivando explicar a escola como pólo cultural e de desenvolvimento da comunidade.


Questão 1 ) O que de mais significativo aprendi neste Módulo?

Mediante os estudos e reflexão apresentada neste módulo, posso inferir que a escola só sobreviverá sobre os desafios do século XXI, se esta observar e planejar mediante as especificidades e demandas da comunidade a qual está inserida, buscando aprimorar uma prática pedagógica que visa um olhar micro e macro em torno do papel democrático da gestão educacional.

Questão 2 ) Quais aplicações posso fazer deste “novo” conhecimento na minha vida?

Comparar as condições de funcionamento da escola ao longo da história em relação aos dias atuais, aprofundando uma análise sobre a minha prática em relação à legislação vigente, identificando as principais características da educação na chamada sociedade do conhecimento buscando relacionar as consequências dessas características para uma gestão escolar em sintonia com a contemporaneidade, ou seja, idealizar um a prática que atenda as necessidades deste século, que é transformar informação em conhecimento. A relevância maior desse novo conhecimento é que uma escola e uma sociedade só se fazem por meio de uma democracia vista como valor e como processo no cotidiano pessoal e profissional.

Módulo II -
“Como promover, articular e envolver a ação das pessoas no processo de gestão escolar?”

Caracterizar a dimensão de uma gestão democrática na educação é vislumbrar as possibilidades e os limites das instituições na construção de um processo transformador, que requer uma integração entre ensino e aprendizagem no sentido da realidade em que a comunidade está inserida.
Junto á comunidade, a gestão administrativa precisa provocar a aproximação da família com a escola, incluindo no planejamento ações pertinentes as demandas da comunidade. Esta parceria entre comunidade e escola ficou de forma muito explícita nos capítulos 2 e 3 do Módulo I, que por sua vez, trataram respectivamente dessa participação.
Podemos inferir a clareza e objetividade que a temática enfatizou sobre a atuação de um gestor democrático na escola, principalmente em relação à abertura de novos caminhos e da articulação para o trabalho coletivo, possibilitando ao alunado uma inovada construção de conhecimentos e valores.
Tornar realidade em cada escola o princípio constitucional de gestão democrática do ensino público requer gestores capazes de aplicar normas legais em situações as mais diferenciadas. Para isso, um conhecimento mais abrangente da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) constitui uma ferramenta importante. No entanto, a democracia se faz com a observância da lei e com participação. Estabelecer novas parcerias, fortalecer instituições escolares e extra-escolares de deliberação coletiva e envolver pessoas são ações capazes de disseminar relações mais democráticas.
Esta unidade nos leva considerar sempre que a prática de gestão não se desenvolve de modo solitário, pois a escola não é uma instituição neutra, muito pelo contrário, esta prática só se torna efetiva mediante trabalho em equipe, com o envolvimento de diversas pessoas. As mais diferentes ações que compõem a gestão de uma escola ou sistema de ensino são resultantes da prática de múltiplos sujeitos.
Convém salientar que cada escola pode detectar a realidade da comunidade e elaborar uma proposta própria e específica de participação, ou seja, propor estratégias de ações para estimular o envolvimento. A gestão administrativa deve prestar contas e envolver a comunidade nos trabalhos que desenvolvem e todos com certeza saem ganhando com isso.

Questão 1 ) O que de mais significativo aprendi neste Módulo?

Neste módulo I, tive a oportunidade de aprender e refletir sobre o papel da escola em relação à demanda social da comunidade. Isso me proporcionou analisar o quanto nossas práticas escolares ainda estão em descompasso com a democracia que tanto falamos. Percebi o quanto necessitamos de menos discurso e mais ação democrática, não ficar à margem dos caminhos somente vendo o problema acontecer, mas sermos gestores que caminham à frente na construção de uma sociedade mais participativa.

Questão 2 ) Quais aplicações posso fazer deste “novo” conhecimento na minha vida?

As aplicações que posso fazer destes novos conhecimentos é me tornar uma profissional mais democrática nas ações cotidianas do trabalho educacional, principalmente em relação à cidadania consciente, crítica e transformadora. Diante do exposto, senti a necessidade de desenvolver ainda mais a competência política, pois esta nos permite atuar com sabedoria e democracia mediante os ideais igualitários na formação e atuação do cidadão consciente dos seus direitos e deveres para com a sociedade e seus semelhantes.


Módulo III-
“Como promover a construção coletiva do projeto pedagógico?”

“A pior decisão colegiada é sempre melhor do que a melhor das decisões individuais do administrador, porque, afinal, ninguém se sente inteiramente responsável por uma proposta de cuja formulação não participou.” (Romão, 2001)
Torna-se pertinente salientar que este é um grande desafio que toda escola precisa enfrentar. De acordo com Romão, 2001, podemos concluir que necessitamos buscar distinguir a autonomia legal da autonomia construída pelos sujeitos da instituição escolar e que a partir da construção conjunta desses conceitos é que nos possibilitará justificar a importância do trabalho coletivo na construção do projeto pedagógico.
Considerando os três grandes eixos explicitados na LDB, diretamente relacionados à construção do projeto pedagógico, que são: o eixo da flexibilidade, avaliação e liberdade, estes reconhecem na escola um importante espaço educativo e nos profissionais da educação uma competência técnica e política que os habilita a participar da elaboração do seu projeto pedagógico. Nessa perspectiva democrática, a lei amplia o papel da escola diante da sociedade e coloca-a como centro de atenção das políticas educacionais mais gerais, sugerindo o fortalecimento de sua autonomia, que na prática perpassa a autonomia apontada pela legislação para uma autonomia construída pela escola.
Para a escola elaborar o seu projeto pedagógico não basta apenas autonomia e ação compartilhada, faz-se necessário observar as dimensões e princípios que orientam o projeto pedagógico da escola no cumprimento de sua função social, buscando assegurar o sucesso na aprendizagem do aluno.
Considerar essas dimensões e princípios nos remete a responsabilidade de reconhecer a importância da relação teoria e prática na elaboração do projeto pedagógico, procurando retratar a realidade da escola como um todo, tendo como sustentação uma base teórica sólida, mas flexível em se tratando que este documento nunca está pronto e acabado assumindo um caráter contínuo e inconcluso. Nesse sentido devemos vivenciar um processo de avaliação antes, durante e depois da elaboração. Uma ação coletiva que deve perpassar por todas as dimensões: Pedagógica, administrativa, financeira e jurídica. Essas subsidiarão os princípios orientadores do projeto pedagógico, que precisam ser percebidos e analisados de forma interligada, por serem interdependentes.
Um primeiro princípio que podemos considerar refere-se à relação escola-comunidade local, pois à medida que essa relação fica mais estreita, aumenta a participação de todos os segmentos nas decisões da escola e a gestão torna-se mais democrática, colocando em evidência o segundo princípio que é a gestão democrática. Esse segundo por sua vez norteia o terceiro que diz respeito à democratização do acesso e da permanência com sucesso, do aluno na escola, autonomia, qualidade de ensino para todas as escolas, organização curricular e valorização dos profissionais da educação.
A elaboração do projeto pedagógico e o processo de planejamento se integram em um mesmo movimento, que é o da construção permanente da identidade da escola, visando à melhoria qualitativa dos seus resultados.

Módulo IV -
“Como promover o sucesso da aprendizagem do aluno e a sua permanência na escola?”

Para que a escola cumpra sua função de facilitar o acesso ao conhecimento e promover o desenvolvimento de seus alunos, é preciso que todos estejam de acordo sobre a maneira como se desenvolve o processo de ensino e aprendizagem. Para tanto, deve-se identificar como a relação entre desenvolvimento e aprendizagem é vista pelas diferentes correntes psicológicas, conhecendo os pressupostos básicos de construção de conhecimentos na escola, bem como os fatores que facilitam a aprendizagem daqueles que a freqüentam.
As teorias sobre a relação entre desenvolvimento e aprendizagem divergem. De um lado, há os behavioristas, que acreditam que o ambiente em que vivemos é a variável mais forte na formação dos seres humanos. De outro lado, há os interacionistas, que acreditam na relação estabelecida entre os seres humanos e o ambiente em que vivem. Para eles, tanto fatores internos do desenvolvimento como fatores externos próprio do meio são importantes.
Existem também os sociointeracionistas, que, apoiados em Vygotski, defendem a ideia de que nos tornamos sujeitos humanos apenas na interação com os outros seres humanos. Uma noção importante do sociointeracionismo é a de que toda criança apresenta dois níveis de desenvolvimento. Um deles diz respeito àquilo que ela já alcançou e o outro, ao que pode vir a alcançar caso receba estímulo e apoio.
Todas essas abordagens tiveram repercussões sobre o processo de ensino e aprendizagem. Dessa forma, é possível distinguir, hoje, entre posturas tradicionais e posturas mais atuais. Antes, ao professor cabia apenas transmitir o conhecimento de forma pronta e acabada para seus alunos, hoje, espera-se que ele seja o mediador entre os alunos e o conhecimento a ser conquistado, facilitando sua aprendizagem.
Para a concretização desse processo ensino e aprendizagem destacamos os seguintes princípios:
A história particular do aluno deve ser considerada no processo de ensino.
O autoconceito do aluno influi em sua capacidade de aprender.
A aprendizagem deve ser significativa, isto é, ser relevante para a vida do aluno e articular-se com seus conhecimentos anteriores.
Aprender motiva mais quando o aluno já tem alguma ideia do que está sendo ensinado e foi informado sobre como os novos conhecimentos podem fazer sentido em sua vida.
Elogios são uma arma poderosa para promover a aprendizagem dos alunos.
A aprendizagem vivenciada é duradoura.
As aprendizagens precisam se repetir para serem dominadas, mas a repetição deve-se dar de forma interessante.
A aprendizagem é mais sólida quando se conhecem os erros cometidos.
Quando o estilo cognitivo do aluno é entendido, ele pode aprender melhor.
“Aprender a aprender” é fundamental para que o aluno conquiste autonomia para continuar aprendendo.
Considerando a necessidade de promover o sucesso da aprendizagem do aluno e a sua permanência na escola, implica um compromisso dos membros da equipe escolar, para tanto se faz necessário o papel do gestor administrativo seja realizado com maestria na articulação do trabalho coletivo na prática pedagógica.
Podemos salientar que para alcançar um trabalho de qualidade necessitamos identificar formas de organizar o trabalho pedagógico em sala de aula, de modo a atender às necessidades dos alunos. Isso requer aprender a lidar com a diversidade de questões que surgem, estabelecendo prioridades e intermediando e resolvendo conflitos, sempre que eles surjam na relação professor-aluno.
Cabe ressaltar que para sabermos se estamos na direção correta em relação aos objetivos propostos no projeto pedagógico, precisamos permanentemente verificar a nossa prática verificando os resultados no decorrer do processo. Nesse sentido temos como recurso a avaliação, numa visão qualitativa sendo utilizada para redimensionar a prática do ensino e aprendizagem, por esse motivo é que a avaliação deve ser vista como um instrumento do planejamento escolar.
Por isso apontamos as razões pelas quais todo bom ensino começa e termina com avaliação, salientando que os resultados obtidos por seu intermédio orientam a tomada de decisões sobre como conduzir uma escola que garanta o sucesso e a permanência de todos os que a procuram.

Questão 1 ) O que de mais significativo aprendi neste Módulo?

Este módulo foi muito significativo pra mim enquanto profissional, pois as questões relacionadas estão diretamente propostas no meu planejamento de trabalho, as quais se referem ao ensino e à aprendizagem. Este estudo possibilitou a reflexão frente às questões referentes ao desenvolvimento da aprendizagem frente às principais correntes psicológicas. Posso inferir que essa análise proporcionou-me repensar com maior clareza a minha prática, reforçando uma visão mais ampla sobre elas.
Gostaria de enfatizar o quanto a teoria deste módulo favoreceu um olhar mais criterioso e no que se refere à importância do papel do gestor como articulador do trabalho da equipe escolar na busca coletiva de soluções apropriadas ao contexto de sua instituição. Nessa perspectiva coletiva amplia-se também o espaço e o favorecimento da interação professor-aluno no processo de ensino e aprendizagem.
O processo de avaliação explicitado implica repensar objetivos mais consistentes na prática pedagógica, principalmente por fazermos parte de uma sociedade competitiva e classificatória. Esta teoria embasa um redimensionamento do nosso trabalho, pois a escola precisa utilizar do recurso avaliativo ates e depois do processo, preocupando-se principalmente com a formação do cidadão crítico e transformador, numa concepção mais mediadora de conhecimentos e menos reprodutora de rótulos impostos pela sociedade.


Questão 2 ) Quais aplicações posso fazer deste “novo” conhecimento na minha vida?

Pretendo realizar um trabalho que priorize a dimensão pedagógica, de modo a promover a função social da instituição, identificando os aspectos que possam ajudar nas decisões quando se tratar de tornar mais eficientes as situações de ensino e aprendizagem. Aprimorando minha metodologia de trabalho com um embasamento mais concreto mediante as correntes psicológicas de forma que a missão da escola seja de fato, praticada nas ações diárias de todos os envolvidos no processo. Buscando organizar o trabalho pedagógico, atendendo com qualidade a diversidade dos alunos.


Módulo V -
“Como construir e desenvolver os princípios de convivência democrática na escola?”

Para atender o projeto pedagógico, é necessário que a equipe de gestores de cada escola lidere o exercício de autocrítica das práticas muitas vezes baseadas em posturas autoritárias, que aterrorizam os alunos com provas, reprovações, repetência e submissão.
A escola deve constituir-se em ajuda intencional, sistemática, planejada e continuada para todos os alunos, diferenciando-se de outras práticas educativas tais como as que acontecem na família, no trabalho, no lazer e no convívio social de modo geral. É missão da escola criar oportunidades para o desenvolvimento de relações interpessoais, cognitivas, afetivas, éticas e estéticas pelo processo de construção e reconstrução de conhecimentos.
É dever da escola desenvolver o sentido da individualidade e da identidade do aluno, o que se faz por meio da participação no processo social, na assimilação cultural e no desenvolvimento de valores e atitudes. Hoje, a escola deve formar e capacitar os estudantes para a aquisição de novas competências, em função de novos saberes que surgem e que exigem um novo tipo de profissional. Esta precisa ser aberta, acessível a todos, aos que são altamente educados e aos que, por qualquer razão não tiveram acesso a uma educação avançada anteriormente. É preciso articular o saber da escola com o da comunidade num relacionamento que deve promover o desenvolvimento pleno do aluno como pessoa, cidadão, trabalhador, etc.
A escola é um lugar de diversas formas de expressão, onde agem interesses que se opõem – ora para padronizar, ora para estimular o diferente, gerando, muitas vezes, atitudes e comportamentos contraditórios. Por tudo isso, é necessário que o Gestor, aprenda a fazer com muita clareza a distinção entre autoritarismo e despotismo, que priva a vivência democrática, e a autoridade que seu cargo lhe confere.
Nessa concepção o gestor necessita ter bem desenvolvida a competência política, possibilitando-o a gerenciar positivamente os conflitos surgidos no cotidiano escolar. O primeiro passo é analisar a situação identificando suas origens, ou seja, se as fontes de conflitos são de interpretação, de projetos ou de poderes e seus diversos níveis que podem ser pessoais, interpessoais ou institucionais.
Isso implica envolver estratégias que têm como base a comunicação, ponto de partida para que todos entendam. Portanto, é importante deixar claras as intenções e os critérios de análise que serão adotados na escola. Discutir soluções possíveis e procurar negociações assumindo responsabilidades mediante as atribuições e deixar que os outros também assumam. Desenvolver a escuta ativa em todos os membros, avaliando, valorizando os aspectos positivos dos outros e pedindo que façam o mesmo. Como diz Paulo Freire, em Pedagogia da Autonomia (1996): “Mudar a educação é difícil, mas é possível”.
Tornar a escola um espaço a ser compartilhado é essencial para uma convivência democrática. Essa prática pode ser concretizada por meio de parcerias com a comunidade, objetivando que todos participem e assumam responsabilidades pelo desenvolvimento da sociedade, cabendo à escola buscar essa parceria, tendo clareza dos procedimentos necessários para coordenar, monitorar e avaliar essa parceria.
Para desenvolver uma convivência democrática na escola precisamos também de interpretar e fazer valer os princípios legais. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é fruto do compromisso, da luta e da participação de milhares de pessoas. Nesse sentido, cabe relatar que a convivência democrática se faz na prática, pautada em relações não autoritárias, mas é preciso que ela independa de concessões de quem está no poder e encontre amparo institucional. É aí exatamente que entra a importância do regimento escolar e de outros instrumentos legais, que podem ser construídos e utilizados pela comunidade escolar, para educar para a convivência democrática.
Por uma prática pedagógica voltada para a convivência democrática, a educação de modo geral e a escola de modo específico têm três funções básicas: formar o indivíduo, formar o cidadão e formar o profissional, ou seja, formação integral do cidadão.

Questão 1 ) O que de mais significativo aprendi neste Módulo?

“O importante não é o que fizeram de nós, mas o que vamos fazer daquilo que fizeram de nós.” (Jean-Paul Sartre)
Aprendi que os caminhos que nos levam à convivência democrática implicam reconhecer e agir de acordo com a pluralidade cultural da nossa sociedade. Entretanto, na realidade, nossa sociedade é marcada pelo preconceito e pela discriminação e podemos inferir que um dos grandes desafios da escola que está empenhada em construir e desenvolver o convívio democrático são conseguir neutralizar os preconceitos e as discriminações, reconhecer e valorizar a nossa identidade nacional cheia de riqueza pela sua pluralidade.
Precisamos superar todo tipo de discriminação e valorizar as características específicas dos grupos que compõem a nossa sociedade. Estabelecendo relações adequadas entre escola e comunidade, os quais devem ser o resultado da recriação e da interação do saber escolar associado ao saber que os alunos levam para a escola.
Não podemos permitir que a escola seja mais um dos elementos que reforçam a condição social vulnerável, desprotegida, sem amparo, do aluno. Pelo contrário: é no ambiente escolar que ele deve encontrar ajuda e orientação especializadas de tal modo que suas capacidades possam ser desenvolvidas.

Questão 2 ) Quais aplicações posso fazer deste “novo” conhecimento na minha vida?

Pretendo buscar ainda mais subsídios e linhas de ação importantes relativas à construção e ao desenvolvimento do convívio democrático, objetivando assim, uma gestão democrática na escola de hoje. Buscar por meio de parcerias, um trabalho coletivo para vencer as barreiras ao convívio democrático, sem a visão de podar a participação, mas de articular estratégias para reconhecer os fatores preponderantes dos conflitos e assim juntamente com a comunidade fazer o levantamento das hipóteses e possíveis intervenções.
Entretanto, cabe salientar que para mudar a prática no contexto social em que vivemos hoje, precisamos de referências essenciais e normas reguladoras da convivência democrática na escola, para embasamento dessas ações, ou seja, me responsabilizar em disseminar as leis que propiciam embasamento para nosso trabalho e a importância da participação democrática na elaboração dos documentos que subsidiam nossa prática pedagógica.


Módulo VI -
“Como gerenciar os recursos financeiros?”

Como parte do sistema de ensino, a escola tem a responsabilidade de atender a um dos direitos sociais dos cidadãos: o acesso à educação de qualidade, empenhada em garantir o sucesso escolar dos alunos. Para cumprir essa finalidade, a escola organiza sua gestão com base em um conjunto de normas e procedimentos provenientes do sistema de administração pública da educação ao qual está vinculada.
Dessa forma, compreender a organização do sistema de administração pública da educação é caminho indispensável para se entender a competência da escola pública, no âmbito da gestão financeira.
Quando nos referimos à escola pública, estamos tratando de uma unidade escolar que tem por principal função o atendimento ao cidadão no seu direito essencial de acesso à educação de qualidade. Porém, essa unidade não é neutra, pois necessita de meios para manter sua estrutura física e seus recursos materiais e humanos. Necessita, também, de um conjunto de normas para reger todas as suas atividades e funções. Compreender como toda essa estrutura administrativa funciona, seguindo os princípios de legalidade, moralidade, impessoalidade e publicidade.
Os princípios da administração pública apresentados encontram-se no artigo 37 da Constituição Federal de 1988, o qual determina que “a administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, obedecerá a esses princípios”, entre outras obrigações.
Para gerenciar os recursos financeiros, o gestor administrativo precisa conhecer as diferentes técnicas e ferramentas disponíveis para a gestão e administração dos serviços educativos e possuir critério para selecionar as adequadas para enriquecer os processos de tomada de decisões, avaliar o sistema, suas instituições e agentes e projetar os impactos orçamentários, sociais e políticos das decisões que se tomam.
A área financeira segue um processo de gestão que normalmente, divide-se em três fases: planejamento, execução e prestação de contas. Quanto a fase do planejamento, existem obrigações e prazos constitucionais e legais para os governos encaminharem seus projetos às respectivas instâncias legislativas. No Brasil, pela ordem, são os seguintes os instrumentos orçamentários públicos que englobam o planejamento orçamentário do setor educacional: O Plano Plurianual (PPA); A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO); A Lei Orçamentária Anual.
Para gerir os recursos financeiros de uma escola, é fundamental que se conheça de onde eles partem e seu percurso até chegar ao estabelecimento de ensino. Indicar as estratégias e as prioridades de aplicação desses recursos é igualmente indispensável. A principal diferença entre os recursos públicos e os privados são as suas origens. O plano de ação para aplicação dos recursos deve ser elaborado juntamente com participação dos membros do Conselho Escolar e a classificação das despesas deverá obedecer às respectivas categorias de classificação definidas em lei: despesas correntes e despesas de capital.
Mediante o acompanhamento e supervisão de cronogramas de desembolso, os movimentos financeiros executam a liberação de recursos orçamentários, que administrados de forma centralizada, são transformados em bens e serviços e entregues às escolas. Para a liberação de recursos financeiros faz-se necessário manter contas separadas para cada tipo de transferência efetuada para a escola, como o adiantamento ou o suprimento de fundos.
Os recursos financeiros recebidos podem ser atualizados por meio de aplicações financeiras. A aplicação dos recursos financeiros que não estão sendo utilizados só se justifica quando se tem dinheiro e, por um intervalo de tempo considerado aceitável, esse dinheiro vai ficar na conta sem movimentação.
É importante salientar que em toda transação de mercadorias, os estabelecimentos comerciais devem emitir obrigatoriamente a nota fiscal. Toda vez que efetuamos pagamentos para pessoas físicas, por trabalhos de qualquer natureza por elas realizados, deveremos receber o recibo como comprovante desse pagamento. Todo cheque é uma ordem de pagamento à vista e pode ser de três tipos: ao portador, nominal e cruzado.
O extrato bancário é uma espécie de resumo de todas as movimentações realizadas na conta bancária num determinado período de tempo. A conciliação é uma forma de controle aplicável a cada conta bancária e é bem simples de fazer. Todos os documentos para posterior prestação de contas devem ficar arquivados de acordo com os projetos e as liberações recebidas. A cada pagamento que a unidade executora efetuar, a empresa contratada deverá apresentar cópias dos comprovantes de recolhimentos das contribuições ao INSS e ao FGTS dos empregados envolvidos na prestação de serviços à escola.
Após as etapas de planejamento e execução, é chegada à hora da prestação de contas. Momento de comprovar as despesas realizadas, e mais importante ainda, verificar se as metas foram cumpridas com os recursos alocados. Prestar contas sugere a publicação de um relatório, respaldado em documentação apropriada, sobre aquilo que foi alcançado com os recursos obtidos. É importante que toda a comunidade escolar saiba, de maneira bastante simplificada, o que está sendo feito com o dinheiro.
Para um bom funcionamento da escola, é importante que o gestor busque fontes adicionais de recursos, num processo de descentralização administrativa que enfatiza a autonomia de gestão das escolas. Nesse sentido é primordial que o gestor procure novas parcerias e que existam normas estabelecidas para a regulação dessas.

Questão 1 ) O que de mais significativo aprendi neste Módulo?

Neste módulo aprendi que a gestão de recursos financeiros na escola é um assunto que precisa ser levado muito a sério, em função do movimento de descentralização administrativa e pedagógica e desconcentração da aplicação de recursos por que passa o sistema de ensino público e que o resultado desse processo é o que gera autonomia e também é o que determina mais responsabilidade e gestão democrática.

Questão 2 ) Quais aplicações posso fazer deste “novo” conhecimento na minha vida?

Identificar os diferentes tipos de planos de aplicação de recursos, estabelecendo prioridades dos recursos financeiros numa ação coletiva, utilizando mecanismos de avaliação mediante a prestação de contas do que foi gasto. Desenvolvendo uma visão de como e onde se podem captar novos recursos.

Módulo VII -
“Como gerenciar o espaço físico e o patrimônio da escola?”

O patrimônio da escola não é constituído apenas pelos recursos materiais, a infra-estrutura, os equipamentos, etc. Ele tem ainda uma dimensão imaterial. Gerir o patrimônio escolar significa não apenas conservar o que se vê como, também, o que ele representa na vida da comunidade escolar e dos que a cercam.
A credibilidade e a identidade da escola perante a comunidade se consolidam pela qualidade do ensino que oferece decorrente da consistência de seu projeto pedagógico. O patrimônio bem formado e bem gerido é condição para o desenvolvimento do processo pedagógico com qualidade, que constitui a principal marca da escola na comunidade. O processo pedagógico, no entanto, não está restrito apenas à sala de aula ou às atividades escolares, cabe ressaltar que este perpassa por outros princípios educativos inerentes aos movimentos sociais, como as associações de bairros ou os partidos políticos.
Torna-se pertinente salientar que uma escola não é uma unidade isolada: ela integra uma rede. É indispensável que a equipe gestora de uma escola, ao pensar a sua instituição, também tenha conhecimento sobre o que ocorre na rede escolar como um todo, pois construir uma escola é uma atividade que envolve a arquitetura, a engenharia e a pedagogia.
A utilização, manutenção e conservação do patrimônio escolar constituem-se em importantes diferenciais de gestão escolar. O planejamento e a organização exigem da equipe gestora o domínio da arte de conciliar o tempo e os recursos humanos e materiais no espaço escolar. Essa arte, por sua vez, pressupõe conhecimentos, algumas vezes técnicos e não raramente de outras áreas, como engenharia e arquitetura, e saberes da prática diária. Gerir com qualidade os materiais permanentes e de consumo requer do gestor um zelo e competência administrativa, para manter, conservar, monitorar e disponibilizar com autonomia o que é de direito da comunidade escolar, sensibilizando-a de seus deveres.
Todo gestor escolar precisa se preocupar com o desenvolvimento das atividades ligadas ao patrimônio da escola de acordo com as normas legais e em função dos objetivos pedagógicos. Para alcançar os objetivos, cabe a equipe gestora juntamente com a comunidade escolar planejar a aquisição de bens e a contratação de serviços pela escola de acordo com as necessidades previstas por todos os envolvidos mediante uma gestão democrática.

Questão 1 ) O que de mais significativo aprendi neste Módulo?

Aprendi que o patrimônio da escola pública precisa ser reconhecido por todos da comunidade escolar como material e imaterial e cabe a equipe gestora articular esse processo de forma organizada e planejada para que a construção dessa consciência seja concretizada por meio da sensibilização e não imposição, que seja democrática, para que todos se comprometam na construção da identidade da escola e no zelo pelo patrimônio. A comunidade escolar interna e externa necessita de tornarem-se co-responsáveis pelo patrimônio escolar.

Questão 2 ) Quais aplicações posso fazer deste “novo” conhecimento na minha vida?

Que não basta saber das necessidades e obrigações de cada integrante da comunidade escolar em relação ao patrimônio material e imaterial torna-se imprescindível que todos estejam sensibilizados para que a consciência esteja formada e que as ações sejam realmente de zelo e busca pela aquisição, utilização e manutenção do patrimônio escolar.

Módulo VIII -
“Como desenvolver a gestão dos servidores da escola?”

Para que o Gestor possa gerir o quadro de pessoal, atendendo aos preceitos legais e pedagógicos, é importante, que conheça legislação de pessoal. Mesmo diversificada, a legislação de pessoal de estados e municípios segue princípios e regras gerais da Constituição Federal (C.F.) e, em relação ao magistério, atende as diretrizes presentes na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a Lei do Fundo de manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização do Magistério (FUDEB) e à Resolução 3/97 da Câmara de Educação Básica (CEB) do Conselho Nacional de Educação (CNE), que fixa diretrizes para os novos planos de carreira e remuneração do magistério.
Considerando a necessidade de assegurar uma escola pública de qualidade, o gestor é responsável por administrar todos os servidores em exercício na escola. Tanto os que fazem parte do quadro de profissionais de educação ou magistério quanto os demais trabalhadores em educação.
Na verdade, para prestar serviços públicos à população, a administração pública precisa se organizar e contar com pessoal permanente e temporário. Os permanentes são aqueles que uma vez aprovado em concurso público, foram nomeados. A posse marca o início dos direitos e deveres funcionais do servidor, o exercício corresponde ao desempenho das atribuições do cargo ou função pública.
Na data em que o servidor passa a desempenhar suas atribuições, inicia-se o estágio probatório, com duração ampliada de dois para três anos pela Reforma Administrativa de 1998, ficando bem explícito sobre os direitos e deveres específicos do magistério, assegurados pela LDB, pôde ainda saber quais são as responsabilidades dos servidores, as penalidades a eles aplicáveis e as características do processo administrativo disciplinar.
Percebe-se que em geral, quando se fala de avaliação de desempenho, pensa-se em um processo articulado apenas pelas secretarias de educação, esquecendo-se que no interior da escola é que podemos privilegiar como um lugar da avaliação dos servidores que nela trabalham, cabendo à equipe gestora a coordenação desse processo.
Precisamos desenvolver a cultura de que para garantir a boa qualidade dos serviços públicos, faz-se necessário, avaliar o desempenho dos servidores. Assim, o principal objetivo desta deve ser a melhoria da qualidade do ensino oferecido pela escola, desenvolvendo em cada um a consciência da relevância social do exercício de suas funções, cabendo aos servidores colaborarem e participarem efetivamente nos processos de avaliação de desempenho realizados no serviço público.
Portanto, para cumprir sua função, a escola precisa ter como foco um ensino e uma aprendizagem que levem o aluno a aprender a aprender, a aprender a pensar, a saber, construir a sua própria linguagem e a se comunicar, a usar a informação e o conhecimento para ser capaz de viver e conviver num mundo em transformação. Para isso, é preciso que a formação e a atuação do educador sejam necessariamente direcionadas para um novo paradigma de educação.
Nesse sentido, podemos inferir que se a formação inicial é uma exigência legal, a formação continuada do profissional da educação é uma necessidade e um direito garantido pela LDB, para que se tenha uma educação de qualidade. Com as ações de formação continuada, a escola se torna um ambiente de aprendizagem não só para os alunos, mas para todos que a compõem. E o gestor desempenha um papel fundamental na elaboração e articulação desse processo formativo.
O exercício continuado em busca do trabalho coletivo num clima de respeito, solidariedade, apoio mútuo e tolerância favorece o crescimento do indivíduo no grupo, fortalece seu compromisso social e sua competência como educador. Cabe enfatizar que uma educação que possibilite uma convivência harmônica e enriquecedora entre os indivíduos pressupõe o reconhecimento da diversidade. Requer que se trabalhem não apenas os espaços externos, os ambientes de aprendizagem onde acontecem as relações, mas, sobretudo o espaço interno de cada um de nós, possibilitando o auto-conhecimento e, como consequência, o reconhecimento do outro.


Questão 1 ) O que de mais significativo aprendi neste Módulo?

Gostaria de ressaltar que este módulo foi muito significativo para o enriquecimento de minha aprendizagem em relação à necessidade que o gestor tem de conhecer a legislação para gerir o quadro de pessoal da escola de forma a dar qualidade nesta prestação de serviços. Que todos os servidores necessitam de se inteirar melhor dos seus direitos, mas também cumprir com os deveres, reconhecendo que precisam considerar a avaliação de desempenho como um recurso para valorização profissional e garantia da qualidade do ensino e dos serviços públicos. O que mais me chamou atenção foi à ênfase dada à formação continuada dos profissionais, pois esse é um dos grandes desafios que perpassam a educação e gestão escolar, garantirem esse direito e sensibilizar a todos dessa necessidade requer muita articulação e competência. Penso ser um ponto de partida para um trabalho mais produtivo e que esse processo possa se realizar tendo como princípio as reações interpessoais, a interação e o respeito à diversidade entre todos da instituição escolar.

Questão 2 ) Quais aplicações posso fazer deste “novo” conhecimento na minha vida?

Este novo conhecimento me possibilitará lutar pelos meus direitos, mas principalmente cumprir com os meus deveres, articulando juntamente com a equipe que trabalho um processo de identificação das responsabilidades, penalidades e características do processo administrativo. Buscar sensibilizar os servidores sobre as razões para a realização da avaliação de desempenho, numa dimensão que valorize as ações profissionais e o envolvimento dos mesmos. Em especial, desenvolver estratégias para que todos reconheçam a necessidade de investir na formação continuada e que a escola seja realmente um lugar que possibilite a formação integral do cidadão, no que se refere às relações interpessoais, que este saiba interagir e respeitar verdadeiramente o outro na sua diversidade, e que esta sirva como somatório de competências em um trabalho que requer coletividade.

Módulo IX -
“Como desenvolver a avaliação institucional da escola?”

A concepção de avaliação institucional foi apresenta de forma abrangente e clara, contemplando os principais elementos conceituais e operacionais, apontados na literatura, e explicita o seu compromisso político-social. Oportunizou-nos perceber que a avaliação é um processo sistemático de análise de uma atividade, fatos ou coisas, que ela envolve múltiplas observações, não sendo aceitável uma única observação no tempo ou um único instrumento de avaliação, ela engloba a utilização de instrumentos e critérios ao longo de todo o processo.
Nessa perspectiva, a avaliação é um processo que permite uma compreensão global da educação e não apenas uma visão de comparação entre o queria alcançar às metas e o que realmente é, ou seja, os resultados, com a avaliação não se pretende o estabelecimento de listas classificatórias entre as escolas ou ranking das melhores para as piores.
A avaliação institucional busca compreender, de modo integral, a escola ou o sistema educacional no seu contexto social, político e econômico, ela deve levar em consideração a identidade da escola, isto é, suas particularidades e as da comunidade na qual está inserida. E ainda compreender todas as dimensões e implicações da escola ou sistema educacional, contemplar os aspectos conceitual, metodológico e operacional que estão envolvidos na formulação e na implementação das atividades em avaliação.
Durante o processo de avaliação devem-se envolver, com maior ou menor intensidade, três momentos distintos: antes, durante ou após a implementação de uma ação ou política, como por exemplo, um programa de qualificação de professores, uma campanha para melhorar a pontualidade, alterações no currículo ou no projeto pedagógico.
A ênfase na compreensão contextualizada de todas as dimensões e características das atividades da escola ou do sistema educacional implicam a participação de todos os sujeitos, sejam eles internos ou externos significativos ao que está sendo avaliado. A participação é coletiva, voluntária e representativa. Esta ação tem como consequência à necessidade de aperfeiçoar o projeto pedagógico da instituição, sua evolução e sua inserção social.
Quando se propõem em avaliar, significa buscar compreender as atividades avaliadas visando ao seu aperfeiçoamento, pois a finalidade da avaliação não é apenas melhorar o conhecimento sobre as ações desenvolvidas, mas oferecer subsídios para a tomada de decisão. Em outras palavras, os resultados da avaliação devem indicar, de modo explícito, os elementos para o aperfeiçoamento ou revisão das atividades da escola ou do sistema educacional.
Durante o estudo foram citadas três modalidades da avaliação institucional a diagnóstica inicial, de processo e avaliação de resultado, é importante que haja inter-relação entre elas, facilitando, assim, uma visão mais integrada da escola. Quando se vai elaborar a avaliação deve-se pensar nas ações metodológicas da avaliação institucional, como ela será organizada, ela deve ser baseada nos critérios visão de totalidade, participação coletiva e planejamento e acompanhamento.
A escola deve criar estratégias de envolvimento da comunidade escolar no processo de avaliação da escola, alguns deles são os colegiados e fóruns, existentes ou a serem criados, como espaços de articulação e discussão das questões escolares. O gestor deve elaborar instrumentos de coleta de informações sobre a escola sejam eles coletivos e individuais exemplos disso são os questionários, as entrevistas, observações e reuniões de debate. É sempre importante o envolvimento da comunidade na escolha e elaboração de instrumentos, sabendo que, nessa etapa, sua participação acontece de forma mais indireta, por meio de representantes nos grupos de trabalho (GT) ou conselhos escolares.
O gestor deve observar os cuidados a serem tomados, os procedimentos de aplicação de instrumentos de avaliação, com a organização e interpretação de informações coletadas. É necessária a montagem de tabelas e gráficos para visualizar as informações quantitativas. As informações qualitativas são organizadas por aspectos preestabelecidos e com cuidados especiais de interpretação objetiva do pensamento do respondente, faz-se necessário a montagem do relatório final, que é o elemento de síntese mais importante para o encaminhamento das ações que devem se seguir à avaliação.

Questão 1 ) O que de mais significativo aprendi neste Módulo?

A identificar os princípios orientadores e as finalidades da avaliação institucional em relação a diferentes concepções de avaliação, selecionando os princípios orientadores do processo de avaliação a ser implementado na escola.
Compreendi a existência de três modalidades básicas da avaliação institucional: de diagnóstico inicial, de processo e de resultados e a importância de se formular, juntamente com a comunidade escolar, as ações metodológicas da avaliação institucional da escola como forma de gestão democrática e participativa.
Algumas estratégias de envolvimento da comunidade escolar no processo de avaliação da escola, incorporando o processo de avaliação ao projeto pedagógico, de modo a constituir-se em instrumento para o seu aperfeiçoamento.
Alguns procedimentos de aplicação de instrumentos individuais e coletivos de coleta de informações sobre a escola.
A situar e interpretar, em gráficos, tabelas e sínteses descritivas, as informações quantitativas e qualitativas geradas nos processos internos e externos de avaliação institucional.

Questão 2) Quais aplicações posso fazer deste “novo” conhecimento na minha vida?


Tenho consciência da importância da avaliação institucional para a organização e melhoria do trabalho da escola, por esse motivo é muito importante saber organizá-la, aplicá-la e principalmente analisar os resultados e propor ações de melhoria, não basta simplesmente fazer a avaliação para cumprir uma burocracia, faz-se necessário à proposta de ação a partir dos resultados obtidos, pensando desta forma vou propor novas ações a partir dos resultados das escolas municipais com as quais atuo.
Outro aspecto muito importante que foi discutido e quero executá-lo é o envolvimento da comunidade nas avaliações propostas pela escola, às avaliações externas sempre solicitam o acompanhamento da comunidade, porém, a escola enxerga isso como burocracia. Pude perceber através das discussões que a participação verdadeira da comunidade valida e enriquece o processo de avaliação da escola.


Módulo X -
“Como articular a gestão pedagógica da escola com as políticas públicas da educação para a melhoria do desempenho escolar”?

É fundamental que o gestor tenha bem claro o sentido das políticas públicas da educação e da qualidade do desempenho da escola, conhecer a relação necessária que se estabelece entre as políticas públicas educacionais, legislação, Projeto Pedagógico e desempenho escolar. Elenaldo Celso Teixeira afirma que: “políticas públicas são diretrizes, princípios norteadores de ação do poder público; regras e procedimentos para as relações entre poder público e sociedade, mediações entre atores da sociedade e do estado”.
Enfatiza-se o quanto é importante que se faça um diagnóstico da realidade da escola e da educação como um todo para então se propor políticas públicas para atender as necessidades apresentadas pela mesma, para isso usa-se como referências a avaliação da qualidade do desempenho escolar, do município, do estado, da nação.
Faz-se necessário cada vez mais a realização de avaliações externas, levando-se em consideração e sua funcionalidade nos tempos atuais, pois a avaliação em larga escala tem se distanciado do entendimento de ser uma atividade especificamente ligada à sala de aula, para se configurar em uma política pública educacional que visa à melhoria do desempenho escolar e da educação nacional como um todo.
A avaliação externa corresponde a um sistema de informações, cujo principal objetivo é promover um diagnóstico ampliado, e fornecer subsídios para a melhoria da qualidade do ensino nacional, por esse motivo seus resultados contribuem para promover um permanente acompanhamento do sistema educacional, possibilitando identificar os efeitos positivos ou negativos das políticas educacionais propostas, podendo assim reelaborar a política pública ou suspendê-la.
A política de avaliação externa que acontecem no Brasil tem sido objeto de muitos debates, estes debates envolvem os dirigentes educacionais em todos os níveis, professores e pesquisadores. Os temas estão sempre voltados para o alcance de melhorias no sistema como, por exemplo, questões com relação à qualidade e medidas em relação à educação. Exemplo de avaliação externa a Prova Brasil não tem como objetivo avaliar cada aluno, mas buscar informações sobre os níveis de aprendizagem revelados pelo conjunto de estudantes de determinada série (5ª e/ou 9ª ano do ensino Fundamental), por unidade escolar e respectivas redes de ensino. A prova Brasil visa possibilitar o conhecimento da realidade de cada escola, do ponto de vista do desempenho dos seus alunos.
A natureza e metodologia de aplicação dessa prova permitiram que, pela primeira vez, no país, as escolas pudessem ser avaliadas e receber os resultados de uma avaliação em larga escala, realizada pelo governo federal, podendo se identificar nesses mesmos resultados, da mesma forma, estados, distrito Federal e municípios tiveram acesso às informações relativas ao conjunto das escolas sob sua administração.
Dentre as políticas de elevação do desempenho escolar, foram citadas o IDEB, o PAR, o que nos faz pensar sobre a importância do diagnóstico e do trabalho coletivo para a elevação do desempenho escolar, o valor de atividades extraclasse, ficou evidente que as políticas públicas estão focadas na elevação da qualidade do desempenho escolar, o que significa menos evasão, mais aprendizagem, menos discrepância idade/série, o marco referencial das políticas públicas e o marco legal usam as estratégias de avaliação externa em larga escala, além disso, fornecem instrumentos de coleta de informações, intitulado Instrumento de Campo, sobre a situação educacional do município e, após o diagnóstico, é possível, com apoio do MEC, elaborar um Plano de Ações Articuladas, em seguida ou concomitantemente, é importante rever o Projeto Pedagógico à luz da matriz de referência e da análise dos dados coletados.

Questão 1 ) O que de mais significativo aprendi neste Módulo?

Compreendi os sentidos das políticas públicas da educação na determinação do desempenho da escola pública, em níveis demonstrativos da qualidade do ensino, sendo possível compreender melhor os resultados das avaliações externas realizadas no sistema educacional brasileiro, analisando as funções das diferentes modalidades da avaliação externa e respectivos indicadores educacionais, relacionando o desempenho do aluno à gestão pedagógica de indicadores educacionais.
Para o acompanhamento do desempenho de alunos e sistemas de ensino, discutimos os indicadores educacionais analisando os aspectos conceituais e metodológicos que concorrem para a compreensão da Prova Brasil como avaliação externa e assim ficou claro como interpretar pedagogicamente os resultados obtidos pela escola na Prova Brasil, à luz do projeto pedagógico.

Questão 2) Quais aplicações posso fazer deste “novo” conhecimento na minha vida?

Percebo que vou enxergar a avaliação externa com outros olhos, que ela vem em favor da escola, que as políticas públicas partem dela, por esse motivo ela deve ser clara e transparente, mostra a realidade da escola, e que os resultados obtidos nela servem também para a escola, que é importante que esta faça a análise dos resultados e proponha estratégias de melhorias partindo dos integrantes da mesma, que não cabe a nós ficar esperando que o governo crie formas de resolver o problema de aprendizagem dos alunos que está dentro da escola, que a solução pode partir do coletivo, cada um tem que fazer a sua parte.
A prova Brasil é muito organizada e estruturada para uma ampla compreensão de seus resultados, basta à escola analisar e coletivamente propor ações e estratégias para melhorar o desempenho do ensino e aprendizagem.

Conclusão

Através do Progestão, posso inferir que tivemos grandes desafios, mas também alcançamos verdadeiras vitórias. Este programa de formação continuada me proporcionou vivenciar na prática, em cada um dos seus módulos propostos, enriquecendo ainda mais os meus conhecimentos profissionais e pessoais.
O Módulo I, possibilitou valorizar a educação como um todo em relação ao desenvolvimento social e o respeito à cultura local, promovendo uma gestão participativa e integrada. No que se refere ao Módulo II, esse amplia nossos olhares e estratégias possíveis para articular o envolvimento das pessoas no processo de gestão escolar, buscando promover espaços de participação da comunidade interna e externa a escola.
Percebe-se que no Módulo III, os estudos nos proporcionaram rever as dimensões e princípios que orientam o projeto pedagógico de forma que este seja articulado num processo coletivo. Valoriza o trabalho de equipe e a participação democrática. Pode-se interligar aqui o Módulo IV, que amplia a nossa concepção em relação ao principal objetivo da instituição escolar que deve estar explícita no projeto pedagógico que é o de promover o sucesso da aprendizagem do aluno e a sua permanência na escola, aí está o foco maior.
Nesse sentido, o Módulo V deu ênfase na necessidade da construção e desenvolvimento da convivência democrática, fundamentada em alguns princípios que amplia os caminhos e que levam ao convívio democrático por meio de parcerias com a comunidade e/ou outros órgãos externos. Entretanto este trabalho demanda competência na gestão e essa ficou clara no Módulo VI, que ressalta a importância do gerenciamento dos recursos financeiros, a necessidade de o gestor ter um olhar amplo em relação ao planejamento coletivo da instituição objetivando investir bem o dinheiro público, mediante as necessidades levantadas pela comunidade escolar.
No Módulo VII, explicitou o papel de cidadania que deve ser desenvolvido e vivenciado na escola, ou seja, o gerenciamento do espaço físico e o zelo pelo patrimônio da escola requerem o envolvimento de todos para de fato, planejar uma prática pedagógica de qualidade que evidencie a identidade e autonomia escolar, na qual todos se sintam motivados para utilização, manutenção e conservação do patrimônio.
Cabe salientar que o Módulo VIII, amplia nossa concepção no que se refere aos direitos e deveres dos servidores da educação e que a avaliação de desempenho precisa ser vivenciada com o objetivo de refletir sobre o cumprimento das funções individuais e coletivas, proporcionando a todos os envolvidos repensar sobre a prática cotidiana em relação à qualidade do ensino. Gostaria de dar relevância ao Módulo quando o mesmo deixa claro que a formação continuada do profissional é fator preponderante na qualidade da escola e que precisamos desenvolver em âmbito escolar o relacionamento interpessoal, por meio da interação, respeito, trabalho de equipe, parceria, etc.
O Módulo IX nos possibilita compreender uma metodologia de trabalho em relação à avaliação institucional e como utilizar para crescimento da qualidade do ensino da instituição os resultados dela obtidos. Nisso se concretiza o que nos coloca o Módulo X, que faz um apanhado em relação à articulação da gestão pedagógica da escola com as políticas públicas de educação para a melhoria do desempenho escolar.
A metodologia de trabalho proposta pelo programa em relação à parte teórica e prática, me proporcionou refletir sobre o meu trabalho, fazendo a análise e revisão com o objetivo de redimensionar a minha prática pedagógica. Articular um planejamento que permita um constante processo de formação continuada.
Gostaria de agradecer aos colegas cursistas que com dedicação e responsabilidade se comprometeram dentro do possível com os trabalhos propostos pelo programa. Quero salientar o compromisso e competência da tutora Magali Soares que diretamente foi responsável pelo nosso crescimento e desenvolvimento intelectual e que ficará pra sempre no meu coração.
Torna-se pertinente ressaltar um agradecimento especial aos responsáveis pela implantação e implementação do Progestão. Ao nosso Prefeito e Secretária Municipal de Educação e Cultura que não mediram esforços para atender as necessidades solicitadas e por valorizarem o processo de formação continuada dos profissionais da educação.
Enfim, agradeço a todos que diretamente e indiretamente contribuíram para que esse programa fosse realmente concretizado. Infere a relevância deste, o fato de que o profissional da educação necessita de um desenvolvimento permanente, que o possibilite dar continuidade a sua formação profissional e pessoal, preparando-se para as condições reais de trabalho. Pedagogicamente, enfatizo nesta formação a prática profissional numa perspectiva de atuações inovadoras no contexto educacional.
A formação permanente deve-se construir a partir de uma rede de comunicação, que não deve reduzir ao âmbito dos conteúdos acadêmicos, incluindo também problemas metodológicos, pessoais e sociais, que, continuamente, se entrelacem com as situações de ensino. (ESTEVE, 1995, p.119)
É no cotidiano escolar que vamos colocar em prática todas as trocas de experiências que o Progestão nos possibilitou, liderando com clareza e objetividade uma gestão democrática e participativa conforme necessidades apresentadas. Segundo Cavaco (1995, p.162), a partir das experiências do trabalho, neste caso de gestão, e mediante os bons e maus resultados, é imprescindível a interação com os outros, possibilitando a revisão e transformação.
Que Deus nos abençoe para que esse aprendizado seja praticado em nossas escolas.

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